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- Desde 1º/10, a mamografia digital tem cobertura obrigatória sem restrição de idade ou gênero, com indicação médica, e o DIU/SIU hormonal passou a ser coberto na endometriose, conforme a DUT 175 (RN 680/2026).
- A partir de 3/11, entram no Rol a broncoscopia com criobiópsia e a colangioscopia com litotripsia, cada uma com sua diretriz de utilização.
- Na clínica, o ajuste é de rotina: atualizar o que a recepção responde, garantir que o pedido traga a indicação e acompanhar negativas e glosas guia por guia.
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a lista que diz o que os planos de saúde são obrigados a cobrir, não muda mais só uma vez a cada poucos anos. A ANS faz a atualização de forma contínua, com consultas públicas ao longo do ano e decisões da Diretoria Colegiada que entram em vigor em datas próprias. O resultado prático é que a lista de outubro já não é a mesma de setembro, e a de novembro será diferente outra vez.
Entre 1º de outubro e 3 de novembro de 2026, quatro mudanças chegam à rotina de quem atende convênio. Este texto não trata de quando cada exame ou procedimento é indicado, decisão que é sempre do médico. O foco aqui é o que muda na recepção, no pedido e na guia da clínica credenciada.
O que mudou e o que vai mudar
| Cobertura | Vale desde | Regra de cobertura |
|---|---|---|
| Mamografia digital | 1º/10/2026 | Sem restrição de idade ou de gênero, desde que haja indicação médica. Antes, a cobertura obrigatória era limitada a mulheres de 40 a 69 anos. |
| DIU/SIU hormonal (dispositivo e colocação) | 1º/10/2026 | Incluído para pacientes com endometriose pela RN nº 680/2026, nos critérios da Diretriz de Utilização (DUT) nº 175. |
| Broncoscopia com criobiópsia | 3/11/2026 | Para quem precisa de biópsia pulmonar com diagnóstico histopatológico, quando a tomografia de alta resolução for inconclusiva, conforme a diretriz aprovada. |
| Colangioscopia com litotripsia (laser ou eletro-hidráulica) | 3/11/2026 | Para cálculos biliares complexos, nos casos de falha do tratamento por CPRE. |
Resumo das regras divulgadas pela ANS. O texto completo de cada diretriz de utilização está no Anexo II da RN nº 465/2021, no portal da agência.
A mamografia é a mudança de maior alcance. A ANS aprovou a alteração em 3 de setembro, retirando a diretriz que limitava a cobertura obrigatória por idade e por gênero. A decisão sobre fazer o exame passa a depender da avaliação do médico em cada caso. Importante para quem atende o público: a regra trata de cobertura, e não cria uma recomendação de rastreamento para todas as idades.
O DIU/SIU hormonal veio pela RN nº 680, de 18 de setembro de 2026. A cobertura inclui o dispositivo e os procedimentos para colocação, mas não é automática: vale para os casos descritos na DUT 175. Os dois procedimentos de novembro também chegam com diretriz própria, o que significa que a operadora vai olhar se o pedido se encaixa nela.
Onde isso aparece na rotina da clínica
No telefone
Pacientes leem a notícia e ligam perguntando se o plano agora cobre. A recepção precisa de uma resposta curta e correta, sem prometer autorização.
No pedido
Quando a cobertura depende de diretriz, o pedido precisa deixar clara a indicação. Pedido vago tende a virar pendência ou negativa.
Na guia
Código de procedimento e dados da guia SP/SADT seguem a tabela da operadora. Código errado ou desatualizado é motivo clássico de glosa.
Na negativa
Se a operadora negar, o paciente pode pedir a justificativa por escrito e registrar reclamação nos canais da ANS. A clínica ajuda organizando os documentos.
Há duas ressalvas que evitam mal-entendido no balcão. A primeira: o Rol vale para os planos regulamentados, dentro da segmentação contratada. Planos antigos, contratados antes de 1999 e não adaptados à Lei nº 9.656/1998, seguem o que está no próprio contrato. A segunda: a cobertura obrigatória não elimina as regras de cada operadora para autorização e envio, que continuam valendo. Em caso de dúvida, quem responde é a operadora do paciente.

Checklist para outubro e novembro
- Atualize o roteiro da recepção. Uma frase padrão resolve a maioria das ligações: a cobertura existe com indicação do médico e nos critérios da ANS, e a autorização é da operadora.
- Avise os médicos da clínica sobre as mudanças das especialidades que atendem, especialmente as que dependem de diretriz de utilização. O conteúdo da indicação é decisão deles; o papel da gestão é garantir que todos saibam que a regra mudou.
- Confira os códigos com cada operadora. Antes de faturar um procedimento recém-incluído, consulte a tabela e o manual da operadora para o código e a forma de envio. Não use código "parecido".
- Marque 3 de novembro no calendário do faturamento. Pedidos de broncoscopia com criobiópsia ou colangioscopia com litotripsia feitos antes dessa data ainda não estão na cobertura obrigatória.
- Guarde a documentação junto do paciente. Pedido, relatório e laudos anexados ao cadastro facilitam o recurso de uma negativa ou de uma glosa.
- Acompanhe as guias por situação. Separar o que está pendente, enviado, pago e glosado mostra rapidamente se alguma operadora está negando o que passou a ser obrigatório.
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O que ainda está em discussão na ANS
A atualização contínua significa que outras mudanças estão no caminho. Em outubro, a ANS recebeu contribuições na Consulta Pública nº 178, sobre duas novas tecnologias propostas para o Rol, encerrada em 26/10. E abriu a Consulta Pública nº 179, que propõe mudanças nos critérios do Monitoramento da Garantia de Atendimento, o acompanhamento que a agência faz das reclamações de beneficiários sobre prazos máximos de atendimento e negativas de cobertura. As contribuições da CP 179 vão até 7 de dezembro, pelo portal da ANS, e qualquer pessoa ou entidade pode participar.
Para a clínica, vale acompanhar a página de notícias da ANS uma vez por mês. Cada nova inclusão costuma vir com data de vigência e diretriz, e é isso que muda o trabalho do balcão e do faturamento. Para revisar os erros mais comuns no envio, veja também o nosso guia TISS: como evitar glosa nas guias de convênio.
Guia, anexo e glosa no mesmo sistema
No Kaduu, o médico emite a guia SP/SADT de solicitação de exames já preenchida com operadora, beneficiário e solicitante, com QR de verificação do documento. O faturamento lança guias TISS de consulta e SP/SADT, busca o código na tabela TUSS sem se preocupar com acento, acompanha cada guia como pendente, enviada, paga, glosada ou cancelada, com campo para anotar o motivo da glosa, e gera o lote em XML no padrão da ANS por convênio. A recepção pode anexar pedidos, laudos e exames ao cadastro do paciente, para que tudo esteja à mão quando for preciso recorrer.
O Kaduu não decide cobertura nem substitui a consulta às regras de cada operadora: ele organiza o caminho do pedido até o pagamento. Tudo isso está nos R$ 179/mês, sem fidelidade; a implantação assistida, com migração da base e treinamento, é opcional e custa R$ 990.
Resumo
Desde 1º de outubro, a mamografia digital tem cobertura obrigatória sem restrição de idade ou gênero, sempre com indicação médica, e o DIU/SIU hormonal passou a ser coberto na endometriose nos critérios da DUT 175. A partir de 3 de novembro, entram a broncoscopia com criobiópsia e a colangioscopia com litotripsia, cada uma com sua diretriz. Para a clínica credenciada, o trabalho é atualizar o que a recepção responde, conferir códigos com cada operadora, manter a documentação junto do paciente e acompanhar as guias até o pagamento.
Referências
- ANS: Mamografia digital passa a ter cobertura sem restrição de idade ou gênero (02/10/2026)
- ANS: Planos de saúde passam a cobrir DIU hormonal para tratamento da endometriose (01/10/2026)
- ANS: Tratamento para cálculo biliar será coberto pelos planos de saúde (07/10/2026)
- ANS: ANS aprova exame para diagnóstico de doenças pulmonares (13/10/2026)
- ANS: Consulta Pública 179 recebe contribuições sobre o Monitoramento da Garantia de Atendimento (23/10/2026)
- ANS: Consulta Pública 178 recebe contribuições para atualização do Rol (07/10/2026)
- Afya: ANS amplia cobertura obrigatória do DIU hormonal para endometriose
- Legismap: ANS, mamografia digital passa a ter cobertura sem restrição de idade ou gênero
Faturamento de convênio sem planilha paralela
Guias TISS, busca TUSS, lote XML e controle de glosa dentro do Kaduu. Tudo nos R$ 179/mês, sem fidelidade.
