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NFS-e Nacional em 1º de novembro: o checklist da clínica do Simples

A nota da consulta não muda de valor nem de imposto agora. O que muda é por onde ela sai, e quem deixar o teste para o dia 3 corre o risco de travar o caixa.

Equipe Kaduu 22 de outubro de 2026 6 min de leitura
Paciente sendo atendida no balcão de recepção de uma clínica clara, com computadores e sala de espera ao fundo
A nota sai do mesmo balcão de sempre; o que muda em novembro é o caminho até a prefeitura.
Receita rápidaIndicado para: donos de consultório, gestores e financeiro de clínicas do Simples Nacional

O artigo em 30 segundos

  1. A partir de 1º/11/2026, ME e EPP do Simples Nacional emitem NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (portal, aplicativo ou API).
  2. A regra vale mesmo para quem está em município com sistema próprio de nota; a prefeitura pode até liberar o emissor nacional antes.
  3. Não há imposto novo em novembro: IBS e CBS para o Simples só começam em 1º/1/2027. Teste a emissão antes e alinhe com o contador.

Durante anos, emitir a nota fiscal de uma consulta particular dependeu de onde a clínica fica. Cada prefeitura tinha o seu site, o seu login, o seu jeito de preencher a nota. Para as clínicas do Simples Nacional, isso acaba em 1º de novembro de 2026: a partir dessa data, a nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) passa a ser emitida exclusivamente pelo Emissor Nacional, a plataforma única mantida pelo governo federal em parceria com os municípios.

A data foi definida pela Resolução CGSN nº 191/2026, do Comitê Gestor do Simples Nacional, que revogou a regra anterior (que previa setembro) e empurrou a obrigação para novembro. Como 1º de novembro cai num domingo e a segunda-feira, dia 2, é feriado de Finados, o primeiro teste de verdade para muita recepção vai ser na terça, dia 3. Este texto explica o que muda, quem precisa se mexer e o que conferir nesta semana.

O que muda em 1º de novembro

A mudança é de canal, não de imposto. A clínica continua emitindo a mesma nota, para o mesmo paciente ou empresa, com o mesmo valor. O que muda é o sistema por onde essa nota é gerada e registrada.

Quem é obrigado

Microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que prestam serviço sujeito a NFS-e, caso da maioria das clínicas e consultórios com CNPJ.

Por onde emitir

Pelo Emissor Nacional, no portal da NFS-e, no aplicativo oficial ou por integração via API a partir do sistema de gestão.

E o site da prefeitura?

Para o Simples, deixa de ser o caminho da nota, mesmo nos municípios que mantêm emissor próprio. A prefeitura pode, inclusive, liberar o emissor nacional antes da data.

Imposto novo?

Não em novembro. As regras de IBS e CBS para o Simples começam só em 1º de janeiro de 2027. A forma de pagar o ISS pelo DAS continua a mesma.

No fim de setembro, o Portal da NFS-e anunciou uma função no painel das prefeituras que permite antecipar o Emissor Nacional para os contribuintes do Simples, justamente para evitar que todo mundo descubra os problemas no mesmo dia. Municípios que já usavam o emissor nacional para todas as empresas não têm alteração.

Quem precisa se mexer (e quem não precisa)

O primeiro passo é saber em qual regime tributário está o CNPJ da clínica. Parece óbvio, mas muita gente que cuida da recepção ou do financeiro não sabe responder de cabeça. Pergunte ao contador ou consulte o Portal do Simples Nacional.

Situação da clínicaO que acontece em 1º/11
Simples Nacional, em município que ainda usa emissor próprioMuda o caminho da nota: sai o site da prefeitura, entra o Emissor Nacional. É quem mais precisa testar antes.
Simples Nacional, em município que já usa o Emissor NacionalNa prática, nada muda. Vale só confirmar que o acesso de quem emite está funcionando.
Lucro Presumido ou Lucro RealA Resolução CGSN nº 191/2026 não se aplica. A clínica segue as regras do seu município, que pode já ter aderido ou aderir ao padrão nacional por conta própria.

Resumo com base na Resolução CGSN nº 191/2026 e nas orientações do Portal da NFS-e. A situação de cada município pode ter particularidades: na dúvida, confirme com o contador ou com a prefeitura.

Mãos sobre uma mesa com calculadora, notebook e documentos fiscais impressos
Testar uma emissão ainda em outubro é a forma mais barata de descobrir o que falta no cadastro.

Os riscos de deixar para o dia 3

O tipo de problema que aparece numa troca dessas raramente é técnico demais. Costuma ser cadastro, senha e hábito. E o efeito é sempre o mesmo: o paciente pede a nota para o reembolso do plano ou para o imposto de renda, e a recepção não consegue emitir.

Notas emitidas antes de 1º de novembro pelo sistema da prefeitura continuam válidas. A mudança vale para as notas emitidas a partir da data. Para consultar, cancelar ou corrigir notas antigas, siga a orientação do seu município.

Checklist para fazer ainda em outubro

Dá para resolver quase tudo em uma tarde, desde que seja antes do dia da troca:

  1. Confirme o regime. A clínica é ME ou EPP do Simples Nacional? Se sim, a regra é para você.
  2. Descubra a situação do município. Pergunte ao contador se a sua prefeitura já usa o Emissor Nacional ou se antecipou a liberação para o Simples.
  3. Teste o acesso. Entre no Emissor Nacional, pelo portal da NFS-e, com a conta gov.br do responsável ou o certificado da empresa. Veja se os dados do CNPJ aparecem corretos.
  4. Defina quem emite. Se a recepção ou o financeiro emitem a nota no dia a dia, combine como essas pessoas vão acessar o emissor, sem depender do celular do sócio.
  5. Revise o serviço com o contador. Peça o código de serviço e a descrição corretos para consulta médica e para os procedimentos que a clínica fatura.
  6. Emita uma nota de teste. Se o município já liberou, emita uma nota real de baixo valor (ou use o ambiente de testes, se o seu sistema tiver) e confira o resultado.
  7. Atualize o cadastro dos pacientes. CPF, endereço e e-mail completos evitam rejeição e ajudam o paciente a receber a nota.
  8. Pergunte ao fornecedor do sistema. Se a nota sai pelo software da clínica, peça confirmação por escrito de que a emissão segue o padrão nacional a partir de 1º de novembro.

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Como o Kaduu ajuda

No Kaduu

Nota fiscal ligada ao financeiro e ao paciente

No Kaduu, a NFS-e é emitida pela área de Gestão, integrada à Focus NFe, a partir do lançamento financeiro: valor, descrição e dados do paciente (nome, CPF e e-mail) vão direto para a nota, sem redigitar. A tela mostra o status de cada nota (processando, autorizada ou com erro, com o motivo) e o link do PDF. Há um ambiente de homologação para testar a configuração antes de emitir de verdade, e só os perfis de Administrador e Financeiro têm acesso. Tudo isso faz parte da mensalidade de R$ 179, sem fidelidade; a implantação assistida (R$ 990, opcional) inclui migração da base e treinamento da equipe.

Se a sua clínica é do Simples e já usa o Kaduu, fale com o nosso suporte antes de emitir as notas de novembro para revisar a configuração com você.

Resumo

A partir de 1º de novembro de 2026, clínicas e consultórios do Simples Nacional emitem a nota fiscal de serviço só pelo Emissor Nacional. Não é imposto novo: é um novo caminho para a mesma nota. O risco está no detalhe operacional (acesso, cadastro, sistema), e ele aparece justamente quando o paciente está no balcão pedindo o documento. Teste antes, combine com o contador quem emite e como, e confirme com o fornecedor do seu sistema que a emissão já segue o padrão nacional.

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